Cinesiologia

Helena Angelini

• Psicoterapia Junguiana                  • Cinesiologia

A Psicoterapia Junguiana tem como ponto central a análise de sonhos, dentro das bases da Psicologia Analítica. Os sonhos são capazes de fornecer uma visão mais ampla do ser, mostrando um panorama das forças que atuam em nosso interior. O trabalho com estes conteúdos transforma a dinâmica interna e externa, e repercute de forma prática em nossas vidas.

A Cinesiologia é uma técnica capaz de detectar, através da mudança de tônus muscular, o stress prioritário a ser trabalhado. Através de leves toques na região do antebraço, o terapeuta consegue “ler” o corpo do cliente, obtendo informações mais precisas e completas sobre os processos vividos. É uma técnica assertiva, que vai diretamente no ponto, e por isso é útil no tratamento de questões específicas. Técnicas terapêuticas complementares, como Massagem, Reiki e Florais, são usadas quando há indicação do corpo.

QUEM SOU EU COMO TERAPEUTA?

Minha primeira premissa como terapeuta é de que há sempre um caminho. Sempre é possível mudar, crescer e evoluir – desde que realmente se queira, claro. Às vezes chegam no meu consultório pessoas que já passaram da meia-idade e constataram que não fizeram muito de suas vidas, que viveram anestesiadas, ou perderam um tempo enorme fazendo coisas sem muito significado ou propósito individual. Ou então que estão há muito tempo lutando contra um padrão de personalidade que não conseguem mudar, ou alguma questão específica ou área da vida que, apesar de seus esforços, insiste em dar errado. Essas pessoas se perguntam se ainda há o que fazer, se ainda dá tempo de construírem algo de útil, ou se existe alguma solução para esses problemas que não conseguem resolver. E contam como as incontáveis experiências negativas pesam sobre a fé de haver luz no fim do túnel.

Costumo dizer que, se não houvesse nenhum caminho, ou se algo fosse impossível ou eternamente imutável, não haveria chance de evolução humana. E não é isso que constato, na minha vida e das pessoas que acompanho. Em algum ponto da nossa espiral precisamos ultrapassar aquele velho bloqueio, aquele velho karma, aquela velha questão. E se isso não for possível agora, vai ser possível quando?

Claro que cada um dá o passo que consegue dar. Às vezes o passo é modesto, ou lento, até devido às marcas e consequências que as experiências passadas deixaram – sim, não dá pra ignorar que isso existe. Mas, se há força de vontade verdadeira, e esforços reais na direção necessária, o passo é dado. E a cada passo dado nos fortalecemos para dar o próximo.

Se existe caminho, qual é o caminho? Como achar o caminho, quem mostra esse caminho? A única guiança que considero realmente confiável vem da interioridade de cada um. As técnicas que utilizo (Análise de Sonhos e Cinesiologia) buscam acessar esse lugar mais profundo do meu cliente. Me guio pelas imagens que seus sonhos mostram, ou pela resposta muscular que seu corpo dá. Isso me impede de ficar presa no meu pequeno ponto de vista, ou de forçar o cliente numa direção que eu considero correta, mas que não necessariamente é a mais apropriada para ele.

O trabalho que fiz com meus próprios sonhos por muitos e muitos anos (registro meus sonhos desde que entrei na adolescência) me capacita a compreender os símbolos do inconsciente, e sua maneira singular de comunicar. A experiência de 16 anos com Cinesiologia me permite não só ler o corpo com facilidade, mas principalmente saber como direcionar as perguntas, e interpretar a resposta que vem. Porque não adianta nada saber fazer o teste muscular, mas não saber o que fazer com o diagnóstico que ele traz.

Gosto de ser didática e clara ao transmitir o que vejo. Gosto de ser assertiva, e manter a organização e foco no trabalho. As descobertas que os sonhos e testes geram precisam ser colocadas em prática, e os passos dados são medidos pelos sonhos e testes subsequentes. Desta forma, vamos checando se o caminho está correto. O crescimento só é real se é concreto, e é esta medida que, no fim, chancela e confirma que o trabalho foi feito.

É preciso saber que uma transformação plena exige força, ação e muita tenacidade. Em muitos momentos, a terapia é como uma luta, que se trava contra os padrões internos que insistem em nos puxar para trás. O processo de crescimento ou individuação, como já dizia Jung, se faz a duras penas, com um esforço árduo e contínuo na lida com toda a nossa complexa natureza. É preciso ser guerreiro, corajoso, e estar disposto a sacrificar aquilo que é confortavelmente conhecido para se ter o novo.

Toda essa constatação me faz optar por um estilo firme de trabalho. Cada terapeuta tem seu estilo, e suas qualidades únicas a oferecer. Costumo ser boa nos processos que pedem um pulso forte e assertivo, pois é este pulso que pratico em minha vida, e que acredito ser o que nos move para frente.

A vida me ensinou a fazer isso com amor. Assertividade não é rigidez, força não é autoritarismo, organização não é chatice, e sem fluidez não chegamos em lugar nenhum. A natureza humana é cheia de falhas e imperfeições, e sem esse olhar humano ficamos frios e maquinais. Prezo muito a relação com cada cliente, e acredito que é só nesta troca, de ser humano que compreende a dor do outro ser humano, que posso ajudar o outro a crescer.

Um bom terapeuta é um bom companheiro de jornada, que leva o outro até onde ele próprio foi, e pratica na própria vida aquilo que diz.

Helena 2015.1CURRÍCULO

Helena Angelini iniciou seu caminho como terapeuta em 2001, fazendo a formação em Kinergetics (Cinesiologia Aplicada) e R.E.S.E.T (Técnica de balanceamento da ATM) com o australiano Phillip Rafferty, em Bh/MG. Pouco depois, foi iniciada no Reiki, tendo atualmente Mestrado na técnica. Cursou Reiki Cristão e Naturopatia (Massoterapia, Fitoterapia e Cinco Elementos) na Humaniversidade Holística, em SP. Fez curso de Aromaterapia. Formou-se em Psicologia pela FUMEC (Bh/MG), e especializou-se na linha da Psicoterapia Junguiana. Fez curso de Arteterapia, Aprofundamento em Sonhos, e capacitação na técnica musicoterapêutica CORPO SONORO. Terapeuta, cantora e compositora, vê tanto na Terapia quanto na Arte caminhos de descoberta e expressão de nossa singularidade.